Por meio de seus presidentes, a Abex homenageia o legado deixado por Paulo Angioni
No último fim de semana, a Abex e o futebol brasileiro perderam um de seus maiores nomes: Paulo Angioni. O executivo de futebol do Fluminense, com mais de 40 anos de atuação no esporte, nos deixou na manhã de sábado. A Associação, por meio de seus ex-presidentes e seu atual mandatário, homenageou a histórica figura.
O carioca Angioni iniciou sua carreira no futebol em 1979, no Vasco da Gama, onde ficou até o ano de 1993. Além do Cruz Maltino, "emprestou" seus serviços à Confederação Brasileira de Futebol entre 1989 e 1990, como supervisor de futebol, chegando até a Copa do Mundo da Itália-90. Ao fim de sua passagem pelo Vasco, assinou com o Flamengo, de 1993 a 1997.
- Dia triste para o futebol brasileiro, em especial para a classe dos executivos de futebol. Paulo Angioni deixou um grande legado para todos aqueles que querem, um dia, desempenhar essa função. Foi um exemplo e sempre será um grande ícone para todos nós - afirmou o fundador da Abex, Ocimar Bolicenho.
Em 1997, chegou ao futebol paulista, defendendo o Corinthians. Um ano depois, atuou junto à Parmalat, coordenando a parceria com o Palmeiras até o ano de 2000. Depois, passagens por Fluminense, Corinthians e um retorno ao seu primeiro clube, o Vasco. Entre 2010 e 2013, um novo desafio, dessa vez no Bahia. O último clube de sua carreira foi o Fluminense, onde retornou em 2018, alcançando o maior título da história do Tricolor: a Libertadores de 2023.
- Perdemos a nossa referência, nosso mestre e amigo Paulo Angioni. Ele foi muito mais do que um executivo de futebol. Ele foi um amigo, conselheiro e professor de todos nós. Isso aumenta ainda mais a responsabilidade que temos de seguir seus passos e jamais deixar seu legado ser esquecido - disse o segundo presidente da história da Abex, Rodrigo Caetano.
Formado em psicologia e administração esportiva, Angioni foi um pioneiro em sua função, sendo um dos primeiros dirigentes a defender a presença de psicólogos no futebol, o que colocou em vigor ainda em 1989, quando trabalhava no Vasco.
- Falar do Paulo Angioni é falar de um ser humano incrível. Educado, atencioso, carinhoso e que sempre tratou a todos da mesma forma, com muito respeito. Sempre deu muita atenção a todos. Um profissional do mais alto nível e referência para todos nós. Com certeza fará muita falta - comentou o quarto presidente da Abex, o também psicólogo Marcus Vinícius Beck, com discurso semelhante ao de seu antecessor na função:
- Perdemos Paulo Angioni, e perdemos também um grande homem, companheiro e um ícone da nossa atividade profissional. Nos resta agora todo o seu legado, seu exemplo de correção, postura, profissionalismo e humanização acima de tudo. Tenho muito orgulho do homem gigante que ele sempre foi - disse Cícero Souza.
Angioni deixa uma enorme "folha de serviços prestados" ao futebol, em seus mais de 40 anos de atuação. Mas também deixa um legado junto aos seus companheiros e colegas de profissão. Unanimidade em sua função, Paulo será lembrado sempre pela forma como tratava todos e, por essa e outras razões, deixará saudades:
- Profissional referência, unanimidade para todos nós. Paulo era um ser humano na essência, sempre preocupado com a humanização do futebol, e com essa contribuição ele conseguiu atingir a todos que puderam conviver um pouquinho com ele durante a jornada. Um agradecimento muito especial pela contribuição a nós e ao futebol brasileiro - finalizou o atual mandatário da Abex, André Mazzuco.





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