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“É um caminho sem volta”, diz Presidente de Associação dos Executivos de Futebol



SÃO PAULO – O presidente da Associação Brasileira dos Executivos de Futebol, Ocimar Bolicenho, concedeu entrevista exclusiva ao Estado e revelou que a criaçao da associação surgiu de nada mais que a necessidade de união entre a classe.

De onde surgiu a ideia de criar a associação?
Em 2011, conversando com o Rodrigo Caetano, vimos que havia a necessidade de nos unirmos. Chamamos alguns executivos e o apoio foi unânime até porque o nosso mercado não tinha nem uma nomenclatura definida ou um código de ética, de conduta. Todos concordaram que era preciso criar um órgão que orientasse os executivos e aperfeiçoasse o exercício da profissão.

Como vocês tratam a questão da rivalidade?
Nossa relação é absolutamente diferente da dos dirigentes. Não existe rivalidade entre os profissionais, o que existe é o objetivo de cada um dentro dos seus clubes, mas o tratamento é absolutamente respeitoso e isso não nos atrapalha em nenhum momento. Quando estamos disputando um mesmo jogador, cada um usa os seus recursos, mas fora disso há um trabalho em conjunto para o bem de todos.

Como fazer para que a imagem de um executivo não fique colada a um clube?
Vou usar o meu exemplo pessoal. Trabalhei por 17 anos no Paraná e depois fui para o Atlético Paranaense. Em Curitiba isso foi um escândalo, mas com o tempo e como o trabalho o pessoal entendeu que eu era um profissional a serviço do clube e que o Paraná tinha ficado para trás.

O fato de cada vez mais os clubes contarem com executivos é sinal de que o futebol caminha para a profissionalização?
Com certeza. Esse é um caminho sem volta. O futebol brasileiro está mudando e os dirigentes perceberam que tinham de contar com profissionais na estrutura dos clubes.

Fonte: Estadão