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Em evento da ABEX Futebol, Andrés Sanchez comenta sobre atletas repatriados



Andrés Sanchez participou nesta segunda-feira, em Alphaville, da reunião da ABEX Futebol (Associação Brasileira dos Executivos de Futebol). O evento reuniu dirigentes dos principais clubes do País e executivos do futebol brasileiro, que discutiram diversos assuntos voltados ao futebol. Ao responder uma pergunta sobre a janela de transferências e a concorrência com o futebol europeu, o ex-presidente do Corinthians e atual diretor de Seleções da CBF afirmou que “atrativos extracampo” tornam a repatriação de alguns jogadores uma missão ainda mais complicada.

Além do empecilho financeiro encontrado pelas diretorias dos clubes na busca por reforços que atuam no exterior, Sanchez apontou que o interesse por pagode e o assédio das mulheres atrasam a readaptação ao futebol brasileiro. Além disso, os times precisam tomar cuidado com jogadores com a idade mais avançada.

“É um problema contratar jogador do exterior, o cara chega sugado. Para trazer um jogador de volta para cá, principalmente os mais velhos, precisa pensar três vezes. Tem que estudar bem os riscos e analisar quem é a pessoa que você está trazendo. A conta pode sair muito cara”.

Para reforçar seu argumento, Andrés usou de exemplo o atual momento vivido pela Seleção Brasileira masculina de vôlei. Ao analisar a dificuldade que os clubes têm com os jogadores que atuaram fora do País, o diretor da CBF afirmou que os comandados pelo técnico Bernardinho passam pelos mesmos problemas dos jogadores de futebol.

“Discuti muito sobre isso com preparadores físicos e ninguém sabia me explicar direito o que acontece. Mas há uns quinze dias atrás me deram uma luz ao fazer uma comparação com a Seleção de vôlei do Brasil. A Seleção de vôlei não ganhava tudo? O que será que aconteceu que nos últimos anos não repetem os resultados?”, questionou Sanchez, que explicou os motivos de seu argumento.

“Pode pegar estatisticamente, hoje 90% da Seleção atua no Brasil. Aí tem o samba, pagode, mulherada… É muito difícil essa parte fora do campo. Não são só os jogadores de futebol que gostam disso, os de vôlei também. Esse tipo de coisa é complicado na volta para o Brasil”, disparou.

Além de comparar o comportamento entre os jogadores dos dois esportes, o ex-presidente do Corinthians também disse que a repercussão na mídia é diferente, já que os futebolistas são mais atacados. “Você pega um jogador de vôlei metido com drogas e todos dizem: ‘coitadinho’. Quando é no futebol as pessoas criticam o dobro. Faz dois anos que os jogadores de vôlei jogam no Brasil e a Seleção não tem ganhado mais como antes”, afirmou o cartola.

Fonte: Portal Terra.